Publicidade para Advogados: O Que é Permitido pela OAB e Como Divulgar com Ética no Digital
- mgdassessoria consultoria
- 15 de mar.
- 4 min de leitura
Atualizado: 3 de mai.
Entenda as Diretrizes da OAB para Publicidade Jurídica
Entender o que a OAB permite na divulgação de serviços jurídicos é essencial. Neste guia, vou explicar a diferença entre publicidade e propaganda, além de compartilhar boas práticas de marketing jurídico. O foco será sempre na ética, discrição e estratégia.
Publicidade para Advogados: O Que é e o Que Não é Permitido?
Divulgar o trabalho jurídico é uma extensão natural da atuação profissional. As pessoas pesquisam no Google, acompanham redes sociais e buscam referências. Elas querem entender quem pode ajudá-las. Contudo, a advocacia possui limites éticos próprios. Respeitá-los é fundamental para a credibilidade do advogado e do escritório.
Neste artigo, você vai aprender, de forma objetiva e acolhedora, a diferença entre publicidade e propaganda na advocacia. Vamos abordar quais práticas são permitidas, o que deve ser evitado e como construir uma presença digital com seriedade. O marketing jurídico pode ser feito sem cair em armadilhas que geram problemas éticos.
Atenção: este conteúdo é educativo e não substitui a leitura das normas ou a orientação do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da sua Seccional, que pode ter entendimentos específicos em alguns pontos.
O Que a OAB Diz Sobre Publicidade na Advocacia?
A OAB permite publicidade na advocacia com caráter informativo, discreto e sóbrio. Isso significa que a comunicação deve focar em orientação, educação e apresentação institucional. É importante evitar apelo comercial e práticas que caracterizem captação indevida de clientela.
Em outras palavras, o advogado pode se posicionar, produzir conteúdo, ter um site e estar nas redes sociais. Ele pode anunciar de modo compatível com a ética, mas sem transformar a advocacia em uma “oferta de prateleira”.
Publicidade x Propaganda: Qual é a Diferença na Prática?
A confusão entre os termos é comum. Publicidade, no contexto da advocacia, é a divulgação informativa e institucional. Ela apresenta o profissional e o escritório, esclarece áreas de atuação e compartilha conteúdos educativos. O objetivo é ajudar o público a compreender temas jurídicos.
Por outro lado, propaganda tem um viés persuasivo e mercantil. Ela busca induzir a contratação com chamadas agressivas e promessas. Esse formato costuma gerar infrações. Quando a comunicação deixa de informar e passa a “vender” serviços jurídicos como se fossem produtos comuns, é um problema.
O Que Mudou com o Provimento 205/2021?
O Provimento 205/2021 trouxe mais clareza para a atuação no ambiente digital. Ele reconheceu ferramentas contemporâneas, como redes sociais, sites e marketing de conteúdo. O espírito central permaneceu: a publicidade é permitida quando respeita sobriedade, discrição e veracidade.
Na prática, isso abriu espaço para que advogados façam um trabalho de presença digital mais profissional. Eles podem educar o público, se posicionar e construir autoridade sem ficar restritos a formatos antigos e limitados.
O Que é Permitido na Publicidade para Advogados?
Aqui estão algumas práticas normalmente aceitas quando feitas de forma sóbria e informativa:
Apresentação Institucional do Advogado ou do Escritório
Você pode informar nome, OAB, contatos, endereço e áreas de atuação. Também é permitido apresentar currículo e especializações reconhecidas, desde que sem exageros e sem prometer resultados.
Conteúdo Educativo e Informativo
Artigos, vídeos e posts que expliquem temas jurídicos, mudanças legislativas e orientações gerais são um caminho sólido e ético. Esse tipo de conteúdo tende a gerar confiança ao longo do tempo.
Site Profissional e Blog com SEO para Advocacia
Ter um site claro e rápido, com páginas de áreas de atuação e conteúdos educativos, é uma das formas mais seguras de crescer no digital. Um blog estruturado com SEO pode posicionar o escritório para buscas como “advogado trabalhista em [cidade]”.
Redes Sociais com Linguagem Moderada
Plataformas como Instagram e LinkedIn podem ser utilizadas para conteúdo informativo e bastidores profissionais. É importante preservar sigilo e evitar qualquer exposição indevida.
Anúncios (Com Cuidado Redobrado)
Os anúncios devem ser feitos com cautela. É preciso garantir que a comunicação permaneça informativa e ética.
O Que é Proibido ou Altamente Arriscado?
Aqui é onde muitos profissionais se complicam. Em linhas gerais, evite:
Promessas de Resultado: Frases como “ganhe sua causa” ou “resultado garantido” são incompatíveis com a ética.
Sensacionalismo e Mercantilização: Expressões como “o melhor advogado” ou “promoção” caracterizam mercantilização.
Captação Indevida de Clientela: Chamadas urgentes como “fale agora” são problemáticas. A comunicação deve ser informativa, não uma “oferta”.
Comparação com Outros Profissionais: Evite comparações diretas ou indiretas. Isso prejudica a imagem da profissão.
Exposição de Casos e Clientes: Relatos de casos reais e qualquer dado que possa identificar clientes exigem cautela máxima.
“Antes e Depois” e Linguagem de Vitória: Narrativas que insinuam vitória inevitável podem ser interpretadas como captação e sensacionalismo.
Boas Práticas para Divulgar com Ética e Crescer
A melhor maneira de conciliar crescimento com ética é estruturar uma presença digital centrada em confiança e consistência.
Posicionamento Claro por Área e Público
Um erro comum é comunicar “atuamos em tudo”. Um acerto é explicar áreas com profundidade e linguagem acessível.
Conteúdo Educativo com Intenção de Busca
Foque em temas que as pessoas pesquisam. Por exemplo:
“O que é rescisão indireta?”
“Quais verbas entram na rescisão?”
“Inventário: quais são os primeiros passos?”
Linguagem Simples e Responsável
Comunicação jurídica não precisa ser difícil. Explicar com clareza é sinal de domínio.
Estrutura Digital Profissional
Um escritório com site lento e redes desorganizadas perde credibilidade. A forma é parte da confiança.
Esse conteúdo atrai público qualificado e cumpre função social.
Quais Estratégias Costumam Funcionar Melhor para Advogados e Escritórios?
Dentro das diretrizes éticas, estas frentes costumam trazer resultados sustentáveis:
SEO Local para Advocacia: Bom para escritórios que atendem uma cidade ou região. Páginas estruturadas por área + conteúdo educativo geram demanda orgânica constante.
Conteúdo para LinkedIn e Autoridade Profissional: Excelente para advocacia empresarial. Conteúdos interpretativos e educacionais tendem a performar bem.
Instagram Educativo: Funciona quando o foco é informar e responder dúvidas reais. Repetição e consistência valem mais do que viralização.
Site Institucional com Páginas Estratégicas: Páginas como “Áreas de Atuação” e “Perguntas Frequentes” aumentam confiança.
Conclusão
Publicidade na advocacia não é “proibição total”, nem “liberou geral”. É um caminho de equilíbrio: divulgar, sim — mas com sobriedade, ética, transparência e foco educativo. Quando bem feito, o marketing jurídico valoriza a informação, fortalece a reputação e aproxima o advogado de quem precisa de orientação.
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Autor: Marcos Andrade, CEO da MGD

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